Quando é que começa a vida humana? Esta questão é possivelmente a mais importante questão que podemos fazer quando abordamos questões bio-éticas. É talvez também a questão mais colocada. A resposta que damos a esta questão irá ditar e moldar a nossa maneira de pensar em praticamente todas as questões com que nos deparamos neste contexto: Aborto, assistência reproductiva, uso de embriões em experiências cientificas, investigação sobre células estaminais, clonagem, contraceptivos, eutanásia, etc.

“Quando começa a vida humana?” é certamente uma enorme questão, portanto, merece uma resposta cuidadosa.

Alguns consideram o nascimento, ou viabilidade fora do ventre, ou às vinte semanas, ou aos quatorze dias, ou aquando da implantação no útero como sendo o momento decisivo que a vida humana começa. Mas a própria natureza do espectro de possibilidades demonstra o quão arbitrário estas respostas são ou podem ser. Não podem elas todas estar correctas, podem? De facto, todas elas têm lacunas graves.

Suponhamos, por exemplo, que a tua resposta é aos quatorze dias. O que é então o embrião no 13º dia? É vida não-humana? E se não for no dia anterior, o que acontece no minuto ou segundo antecedente ao momento que é uma vida humana segundo a tua resposta? Será que consegues ver as implicações filosóficas e até práticas das diferentes consequências de cada uma destas respostas? A realidade é que nenhuma das respostas acima é satisfatória no que diz respeito a definir o momento em que algo inconsequente se torna numa valiosa e preciosa vida humana. Será que algum de nós pode, sem corar intelectualmente, dizer “Antes deste momento ou daquele desenvolvimento, eu não era, mas depois, eu era“?

Estas questões são cortinas de fumo, elas são usadas para evitar o que por vezes são verdades inconvenientes. A realidade é que a vida humana começa na concepção/fertilização, e isto acontece no 1º dia. Isto é quando o esperma de um homem fecunda o óvulo de uma mulher. E como resultado de evento irreversível, uma nova, geneticamente singular, entidade uni-celular é criada. Este organismo é chamado cientificamente de zigoto. No zigoto está contida toda informação genética necessária para o desenvolvimento do ser humano.

Porque é que precisamos responder a esta questão? Porque quando ouvimos as noticias, lemos os jornais ou discutimos este assunto, somos confrontados com estes termos. E infelizmente entre zigotos e blastocistos, embriões e fetos muitas vezes perdemos o fio à meada, nós precisamos de saber o que está a ser falado. Estes termos ou são apenas materiais bio-genéticos ou são “um de nós”. Estamos a lidar com a vida humana, ou com algo completamente diferente? Se é, o que é? Precisamos de saber estas coisas

Mas como é que podemos ter a certeza? Como é que podemos saber, para lá de qualquer duvida ou suspeita que temos a resposta certa? Apesar de existir bastante evidencia corroborante a partir das ciências (biologia, genética, etc.) e de outras fontes como filosofia e história, o Cristão deve, acima de tudo, preocupar-se com o que a Bíblia tem a dizer acerca deste assunto. Nas próximas semanas irei abordar este assunto em um pouco mais detalhe.

2. A resposta da Bíblia

A Bíblia é o supremo quadro de referência para toda a humanidade. Como Schaeffer e Koop tão habilmente o afirmam: “Deus dá as páginas, e assim Deus dá as respostas”. A Bíblia não é certamente um manual de embriologia ou de medicina. Mas também não é silenciosa sobre estes assuntos. A Escritura contém verdade suficiente para nos guiar em todas as questões de fé e prática, e por conseguinte, também nestas questões bioéticas. Por outras palavras, a Bíblia não é exaustiva, mas é suficiente – não nos diz tudo, mas diz-nos o suficiente.

Existe uma unidade maravilhosa na Escritura e o seu verdadeiro significado e ensino sobre qualquer tema em particular é determinado, não a partir de um ou dois versículos isolados retirados do contexto, mas comparando e contrastando todo o seu conteúdo, conceitos e temas. Assim, o que se segue não é uma tentativa simplista de ‘proof-texting’, mas sim de exegese, ainda que breve, de várias passagens chave. O resultado do exame destes versículos é uma insistência autoritária e um impulso irresistível que nos obrigará a concluir que as Escrituras ensinam: em primeiro lugar, que a vida humana não começa, de facto, em momento algum a não ser na sua concepção; e, em segundo lugar, que toda a vida humana a partir do primeiro dia é especial e preciosa, para ser protegida e estimada. Por outras palavras, a natureza e o estatuto do embrião humano são claramente delineados.

2.1 A NATUREZA DO HOMEM

Não há lugar para começar como o princípio. E os fundamentos de uma visão adequada da natureza e do estatuto de toda a vida humana estão expostos nas páginas de abertura da Bíblia. Génesis 1:27 explica que o homem é feito à imagem de Deus – todos nós carregamos a imago Dei, o que nos torna especiais e nos torna distintos do resto da ordem criada. Homens e mulheres, rapazes e raparigas, toda a vida humana é extraordinariamente distinta, na medida em que todos nós podemos conhecer o nosso Criador.

Esta grande doutrina também explica o propósito da redenção, culminando com a Cruz. Porque é que Deus foi tão resoluto em nos resgatar, a um custo tão imenso? Teria Ele lançado uma missão de salvamento tão extravagante, por algo insignificante ou de valor banal? Não! Deus fez o homem como o auge da Sua criação. Temos uma dignidade extrínseca – derivada da dignidade intrínseca daquele cuja imagem carregamos.

É por isso que cada um de nós é único e cada um de nós é especial – somos os portadores da imago Dei.

Esse é o glorioso privilégio de sermos um ser humano. Mas há também um lado negativo sinistro, algo de feio em ser humano. É o pecado – essa transgressão da lei moral de Deus; a nossa rebelião contra o nosso Criador. O Rei David deixa clara esta verdade cristã fundamental. Ele confessa: “Eis que em iniquidade fui formado e em pecado me concebeu minha mãe”. (Salmo 51:5) Além disso, ele declara: “Desviaram-se todos, e juntamente se fizeram imundos: não há quem faça o bem, não há sequer um”. (Salmo 14:3) Aqui estão as duas condições inglórias de cada ser humano – pecador por natureza e pecador por prática.

Primeiro, o homem é um pecador por natureza. O pecado não é apenas uma mancha irritante que, de alguma forma, adquirimos de algum lugar durante o nosso desenvolvimento. O pecado é aquela parte inevitável e integral de mim que surgiu assim que me tornei um membro pleno e completo da raça humana. E quando é que isso ocorreu? Na concepção, “… desde o momento em que a minha mãe me concebeu”.

E em segundo lugar, há pior para vir, porque esta natureza pecaminosa não pode evitar o pecado. Todos nós somos pecadores, não só pela nossa natureza, mas também pela nossa prática. Assim que nascemos, praticamos, cometemos, pecados. Ninguém nos ensinou – veio de forma totalmente natural, porque somos pecadores por natureza. Não podemos fazer o contrário. Tal como os carvalhos produzem bolotas, assim também os pecadores produzem pecados. É a expressão da nossa verdadeira natureza caída. Quando se trata de definir a natureza da vida humana, a Escritura volta repetidamente a estas duas doutrinas fundamentais de “feito à imagem de Deus” mas “pecador por natureza e prática”. E ambas estas doutrinas pressupõem que a vida humana começa na sua concepção, caso contrário toda a Bíblia passa a não fazer qualquer sentido. Estas duas doutrinas fundamentais são desenvolvidas ao longo do Livro, por exemplo, expondo os temas notáveis da presciência de Deus, da encarnação de Deus e da redenção de Deus. A compreensão destes temas conduzirá a uma maior compreensão da vida humana e do seu início.

2.2 A PRESCIÊNCIA DE DEUS

O presciência é um dos atributos de Deus – a Escritura abunda com esta verdade. No entanto, para nós continua a ser um atributo em grande parte incompreensível. Como podemos nós compreender que Deus conhece o fim desde o princípio? Então, também sem tal atributo, como poderia Ele alguma vez ser soberano e digno do título, Deus?

Bem, algo desta grande verdade pode ser desvendado começando com Génesis 25:21-26, que narra as vidas pré-nascidas e recém-nascidas de Esaú e Jacob. Estes gémeos no ventre de Rebeca não são descritos como não-entidades vagas, nem simplesmente como pedaços de material biológico, nem mesmo como vidas potenciais. Não! Na presciência de Deus eles já possuíam identidade e um propósito considerável – eles iriam tornar-se dois grandes líderes, os progenitores de duas vastas nações (Génesis 25:23). O Deus omnisciente já possuía a presciência de toda a vida destes dois rapazes – do ventre ao túmulo – e Ele comunicou algo disto à sua mãe.

Um tema semelhante é encontrado nos Juízes 13:1-7. Aqui, um anjo de Deus diz à mãe de Sansão: “…vais conceber e ter um filho”. Ela é ainda instruída: “…agora cuida para que não bebas vinho ou outra bebida fermentada e que não comas nada impuro…”. Para quê estas restrições? Porque o seu futuro filho, Sansão, seria um nazireu e, portanto, tal bebida e tal comida nunca entrariam no seu corpo, nem mesmo do outro lado da placenta da sua mãe. Porquê então, se o embrião, ou o feto, ou o Sansão pré-nascido não era Sansão propriamente dito, será que a sua mãe estava coberta de tais limitações durante a sua gravidez, e apenas para se assegurar, mesmo antes de ela o conceber? Só há uma resposta: porque o que ia estar no ventre da mulher de Manoá ia ser o verdadeiro Sansão, minúsculo mas com verdadeira identidade – era Sansão desde a concepção, Sansão desde a fertilização, Sansão desde o primeiro dia.

Mais uma vez, em Jeremias 1:5, Deus afirma: “Antes de te formar no ventre, eu te conheci…” Na presciência de Deus, cada um de nós, como Jeremias, temos – desde a eternidade – uma identidade e um propósito na mente do Criador. Ou seja, todos nós temos uma “pré-história”. O seu funcionamento físico começa para nós na fecundação. É portanto evidente que Deus supervisiona toda a nossa vida pré-natal e pós-natal. Agarrar algo da presciência de Deus dá-nos uma visão sobre os caminhos e propósitos de Deus. Aqui, estamos a defender o estatuto mais elevado a ser atribuído ao embrião humano simplesmente porque essa vida surge materialmente na concepção – mas na presciência de Deus, já somos conhecidos e destinados por Ele há muito, muito antes desse acontecimento marcante. Ele não só prevê o que seremos – Ele ordena-o. Se Ele superintende tão cuidadosamente toda a vida humana, como poderemos alguma vez ser indiferentes ao embrião humano?

2.3 A ENCARNAÇÃO DE CRISTO


Os temas do início da vida humana e do seu valor inerente são expostos, talvez sobretudo, na encarnação do Senhor Jesus Cristo. É uma verdade cardinal do cristianismo que a Segunda Pessoa da Trindade se tornou um homem. “O Verbo se fez carne e habitou entre nós” (João 1:14). Esta encarnação não ocorreu de repente naquele estábulo em Belém. Começou nove meses antes. Em Mateus 1:20 é dito a José: “…o que nela é concebido é do Espírito Santo”. Maria trazia o embrião Emanuel – o ‘Deus connosco’.Aqui está de facto “verdadeiramente Deus e verdadeiramente homem”.

E como é que o Deus encarnado começou a sua vida terrena? Como um zigoto – tal como nós fizemos. Como afirma o escritor aos Hebreus, “…ele tinha de ser feito como os seus irmãos em todos os sentidos…”. (Hebreus 2:17) É verdade que a sua concepção foi diferente da nossa, no sentido em que ocorreu sem espermatozóides humanos. No entanto, é a concepção que continua a ser o início comum de toda a vida humana – a sua foi sobrenatural, a nossa foi natural.

Alguns dias depois de receber esta espantosa notícia, a recém-nascida Maria vai encontrar-se com a sua prima Isabel, que está grávida de seis meses de João Baptista. As mulheres grávidas cumprimentam-se mutuamente, mas João Baptista, como ser espiritual, reconhece que ele está na presença da criança de Cristo, embora como um embrião de duas semanas, e o que é que ele faz? Ele salta de alegria. Os dois rapazes pré-nascidos já estão a demonstrar o que significa ser plenamente humano, seres espirituais, portadores da imago Dei. Entretanto, Isabel, cheia do Espírito Santo, exclama que Maria é de facto “a mãe do meu Senhor” (Lucas 1,39-45). Aqui está o reconhecimento pós-incarnacional, pré-natal, e a santa alegria.

O relato bíblico não nos permite acreditar que a divindade foi de alguma forma derramada no corpo de Cristo numa data posterior, ou que este “mero homem” foi subsequentemente promovido a ser o Filho de Deus. A simples verdade é que Jesus encarnou na concepção, como um zigoto, plenamente Deus, no entanto plenamente humano – uma pessoa com duas naturezas (João 1:1, 14; Colossenses 2:9). Tudo o resto é heresia. E o resultado teológico é que também nós começámos as nossas vidas humanas na concepção.

Não há lugar para se considerar que de alguma forma nos tornámos humanos numa data posterior, ou que a nossa personalidade foi posteriormente anexada. A Bíblia não sabe de tal gradualismo. Se duvidarmos de que a vida humana começa na fertilização, ou se considerarmos o embrião humano como uma mera coisa, então estamos em oposição com a Escritura. Muitas das principais doutrinas do cristianismo ortodoxo e histórico – entre elas, a natureza do homem, a presciência de Deus, a encarnação e a nossa redenção – dependem fortemente destas verdades proposicionais.

2.4 O SEU TRABALHO DE REDENÇÃO

Hebreus 2:17 é um versículo chave que liga tanto a encarnação de Cristo como a Sua obra de redenção. Parte da espantosa condescendência de Cristo pelo Seu povo é que Ele “não tem vergonha de os chamar irmãos” (Hebreus 2:11). A partir da Sua encarnação Cristo, “…teve de ser feito como os seus irmãos em todos os sentidos…”. (Hebreus 2:17), o que significa que o Seu desenvolvimento, in utero e ex utero, desde a concepção, foi inteiramente como o nosso, com a única diferença de que Ele não possuía a nossa natureza pecaminosa – Ele “era sem pecado” (Hebreus 4:15).

Como consequência, a Segunda Pessoa da Trindade tornou-se um verdadeiro e pleno membro da raça humana desde a sua concepção. Ele era ” verdadeiramente Deus”, mas também “verdadeiramente homem”. Mas também aqui há algo de igualmente deslumbrante. Esta encarnação “em todos os sentidos” significa que Ele também foi composto de carne e sangue, tal como nós (Hebreus 2:14).

E aqui reside o génio do plano de redenção de Deus – este Cristo encarnado deveria tornar-se o nosso Sumo Sacerdote, mas mais do que isso, este Cristo encarnado deveria também tornar-se o nosso Redentor. Esse papel exigia carne e sangue (Hebreus 9:11-28). Sem tal carne e sangue, como poderia a Sua grande obra de salvação alguma vez ser realizada? Sem tal carne e sangue não poderia haver derramamento de sangue, e por isso não poderia haver propiciação. Portanto, a ira de Deus não poderia ser apaziguada, e por isso não poderia haver perdão para nós. Consegues compreender a imensidão de tudo isto? Sem este Cristo encarnado, não há carne, não há sangue, não há sacrifício, não há redenção, não há esperança – não há cristianismo. E esta encarnação começou com um zigoto!

2.5 A CONTINUIDADE DA VIDA HUMANA

E ainda há mais a considerar. A vida humana é um continuum desde a fertilização até à morte natural. Nem a Bíblia nem a biologia conhecem nenhuma etapa ou acontecimento tão definitivo que se possa dizer: “Antes disto, eu não era, agora sou”. Por outras palavras, existe uma continuidade demonstrável ao longo de cada vida humana. Este tema de continuidade é belamente expresso de três maneiras no Salmo 139:13-16.

Primeiro, o Rei David reconhece a supervisão criativa de Deus sobre os seus primeiros dias: “Pois criastes o meu íntimo; unistes-me no ventre da minha mãe”. É Deus, o Criador, que dirige e propicia o início da vida pré-natal.

Em segundo lugar, há o uso repetitivo dos pronomes pessoais (eu, mim, meu). Este uso estabelece a continuidade da vida entre o David adulto e o David recém-concebido, como escritor e como sujeito deste Salmo. Em qualquer fase e em qualquer idade, seja no útero ou no trono, foi sempre David. Por outras palavras, uma vez ocorrida a fertilização, há um ser humano real e vivo, quer seja David ou você, lançado no continuum do zigoto->morula->blastocisto->embrião->feto->bebé não nascido->bebé recém nascido->criança->juvenil->adolescente->adulto.

Em terceiro lugar, há aqui um par de pronomes adicionais, o de “eu” e o de “tu”. Esta é uma expressão terna de um homem (“eu”) que conhece Deus, assim como um homem que é conhecido por Deus (“tu”). A criatura e o Criador estão em comunhão mesmo antes do nascimento.

Eis a demonstração mais profunda do que significa carregar a imago Dei. Nunca somos apenas um ser humano potencial, somos, desde a concepção, verdadeiros seres humanos já possuidores de identidade inata, valor e dignidade. Estes versículos do Salmo 139 são uma notável articulação do envolvimento íntimo de Deus na concepção, continuação e consumação de cada vida humana individual. Cada um de nós é uma obra de Deus.

Este tema de continuidade é reforçado no Novo Testamento quando Lucas, o médico, usa a única palavra grega brephos (βρέφος) para o pré-nascido de Isabel (Lucas 1:41, 44), bem como para o recém-nascido Cristo (Lucas 2:12,16), e também para as crianças pequenas trazidas a Jesus para bênção (Lucas 18:15). As Escrituras não conhecem demarcações discriminatórias de desenvolvimento, nem na vida pré-natal nem na vida pós-natal.

2.6 O 6º MANDAMENTO

A protecção da vida humana é um tema recorrente nas Escrituras. Exclusivamente na ordem criada, são apenas as vidas dos seres humanos que gozam desta protecção especial. O Sexto Mandamento, “Não matarás” (Êxodo 20:13), destaca-se como um grande bastião para proteger toda a vida humana inocente. Inocente” aqui não significa aqueles “sem pecado”, mas aqueles “sem dolo”.

A morte é permitida nos casos de pena capital, guerras justas e em autodefesa, mas o assassinato de inocentes é estritamente proibido. Mesmo a morte acidental de outro ser humano era para ser punida – o assassino tinha de fugir para uma cidade de refúgio (Números 35:6-34). E o construtor de uma casa nova teve de construir um parapeito à volta do telhado plano para evitar que as pessoas caíssem e ferissem, e até matassem a si próprias (Deuteronómio 22:8). Estes são exemplos do cuidado de Deus para com os que são feitos à Sua imagem.

Ele não quer que nenhum de nós sofra qualquer dano. Deus é a pro-vida – nós também deveríamos ser. Além disso, segundo Cristo, quem simplesmente odeia outra pessoa está a violar o Sexto Mandamento (Mateus 5:21-22). E uma vez mais a mesma ética rigorosa aparece em Romanos 13:10 “O amor não faz mal ao vizinho”. E quem, podemos perguntar, é o meu vizinho?

Destruir um embrião é matar um ser humano, “um de nós”. É desejar que alguém estivesse morto – Uma violação pura e simples da lei de Deus. No mínimo, é uma forma de ódio que contraria a ordem de amar o nosso próximo. Esta proibição não negociável de matar seres humanos inocentes foi originalmente estabelecida em Génesis 9:6:”Quem derramar o sangue do homem, pelo homem será derramado o seu sangue; porque à imagem de Deus Deus fez o homem”.

E qual é a base para esta lei de protecção? Não se baseia em argumentos complexos e falaciosos, mas sim neste simples facto – todos nós temos a imagem de Deus, o imago Dei. É preciso acrescentar que estas não são as únicas passagens da Escritura relevantes para as questões da precocidade da vida humana. Por exemplo, Jeremias 20:16-18; Jó 3:16; e Jó 10:18-19 são passagens fascinantes, e há muitas outras que trazem um peso adicional aos argumentos já aqui estabelecidos.

PARTE 2:https://reformamonergista.wordpress.com/2020/08/21/a-igreja-primitiva-e-o-aborto/

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